Literária

Meu anjo (Parte VI)

Car@s leitores, aqui está o 6º capítulo de “Meu Anjo”. No capítulo de hoje, iremos refrescar em nossa memória o quanto o amor é redentor.

Como readaptamos o escrito original, já não serão dez capítulos, mas sete. Por essa razão, este é o penúltimo capítulo. Amanhã, portanto, teremos o sétimo e último capítulo de nosso conto.

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Capítulo VI

A cidade anoitecia quando resolvi findar a minha busca, sem que meus olhos houvessem contemplado o belo rosto de meu amado amigo. Voltei desanimada para casa. Quando já estava me aproximando, notei um homem negro, de costa para mim, rente ao portão de casa. Estava tirando uma rosa do jardim e deixando um anjo em seu lugar.

Tendo colhido a rosa, ele se dispersou a mirar a sacada na qual muitas vezes pôde me enxergar. À medida que eu me aproximava, meu coração acelerava seus disparos… só podia ser o Ângelo. Pouco a pouco eram vencidos os 15 metros que nos separavam. E, quando já não restavam quase passo algum de distância, escutei-o lamentar: “Ah, Maria! Por que não confiaste em meu amor? Meu bem-querer por você não é compaixão; ele é uma predileção por você e eu me sacrificaria por você, por seu amor!”

Atirei-me nos braços dele, enquanto ele se virava para minha direção, dando-me a conhecer seu rosto belo como o sol. Sim, ele brilhava, ele iluminava sua felicidade! Apesar de não o conhecer de antes, havia algo de familiar em seu rosto, que não me era estranho. Seu abraço pareceu-me um lar e meu coração encontrou repouso. Toda inquietude cessou na eternidade daquele abraço. Eu estava em casa!

Abraçados, não dissemos uma palavra sequer. Apenas beijamo-nos, tendo nossos sossegados pelo sentimento de alegria que nos provocaram risos de felicidade. De repente, tudo passou a existir diante dos meus olhos: as árvores da rua, a pracinha coberta de flores e folhas, as casa vizinhas…

– Maria, amo-te assim como és e estás; não me importa se você é soro positivo… deixe-me amar-te.

– Ah, Ângelo, agora me permito ser amada. Pois sei que me amas o bastante para me aceitar como sou. Não renuncio mais a teu amor. Amo-te, deixando-te me amar. Aceito teu amor.

– Obrigado, Maria. Você não sabe o quanto te amo. Faz tempo que a acompanho de longe e no silêncio. Sofria por te ver buscando felicidade da maneira que só te faria infeliz. Bendito o em que dia escutei sua lhe dizer exatamente aqui, na porta de sua casa, o lugar e a hora em você deveria encontrá-la para saber o resultado do exame. Você estava embreagada, não guardou nenhuma das palavras ditas por sua mãe. Mas eu lhe acompanhei de longe, quando saiu de casa, e por isso pude te auxiliar a encontrar tua mãe. Naquele dia, tomei coragem de expressar o que sentia: “Eu te amo com amor eterno”! Foi assim que me conheceste.

Querida mãe, a senhora é testemunha da mudança porque passou a minha vida. A senhora pode constatar como o amor de Ângelo por mim se demonstrou redentor. Ah, mamãe, o amor é a salvação. Ele nos ressuscita para uma vida feliz. Quem a ele encontra jamais permanece o mesmo – muda de vida. Só podemos sentir o desejo de sermos melhor, quando recebemos o melhor do amor.

Ainda há muitos a viver como eu vivia. Como eu queria que descobrissem essa verdade da vida de que só o amor nos faz felizes. Desditoso o ser humano que não conhece o amor.

Leia os demais capítulos:
Meu Anjo (Parte I)
Meu Anjo (Parte II)
Meu Anjo (Parte III)
Meu Anjo (Parte IV)
Meu Anjo (parte V)

6 comentários em “Meu anjo (Parte VI)

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