Histórica · Literária

A santamarense Amélia Rodrigues

Dando continuidade ao garimpo de escritores santamarenses, apresento hoje Amélia Rodrigues, que faria aniversário de nascimento no dia 26 de maio, se viva fosse. Nessa primeira postagem, apresentaremos suas origens, formação e atuação. Numa segunda postagem, publicada em homenagem a seu aniversário, apresentaremos sua produção literária.

Amélia Augusta do Sacramento Rodrigues foi uma educadora, jornalista, poetisa e teatróloga baiana. Filha de Félix Rodrigues e Maria Raguelina Rodrigues, nasceu a 26 de maio de 1861, na Fazenda Campos, que pertencia à época à Freguesia de Oliveira dos Campinhos, Distrito de Santo Amaro da Purificação. Atualmente, Campos faz parte do município de Amélia Rodrigues, criado pelo governo da Bahia em 20 de outubro de 1961, através da lei nº 182, e cujo nome foi escolhido justamente em homenagem à filha ilustre. Recordemos que outro poeta santamarense, Nestor Oliveira da Costa, também nasceu numa localidade que hoje pertence do município de Amélia Rodrigues.

Depois de ser alfabetizada, Amélia aprimorou informalmente seus conhecimentos junto a seu primo, o Cônego Manoel Alexandrino do Prado, que foi Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Purificação (1881-1916), com quem aprendeu línguas estrangeiras, incluindo o alemão. Depois, continuou os estudos com Antônio Araújo Gomes de Sá e Manuel Rodrigues de Almeida, completando a sua formação no colégio então mantido por Cândida Álvares dos Santos.

Formada professora primária, passou num concurso e iniciou o exercício do magistério no Arraial da Lapa, também hoje pertencente ao município de Amélia Rodrigues. Depois, ensinou por 08 anos em Santo Amaro. Em 1891, passou em outro concurso e transferiu-se para Salvador, onde lecionou no Colégio Central de Santo Antônio. Quando se aposentou, Amélia fundou o Instituto Maternal Maria Auxiliadora, que depois passou a ser chamado de Ação dos Expostos.

Quando ainda estava em Santo Amaro, escreveu durante uma década para a coluna literária do jornal Echo Santamarense. Mas atuou no jornalismo, sobretudo depois de se mudar para Salvador, onde ela colaborou em periódicos católicos como Pantheon, O Álbum, A Renascença, Leituras Religiosas, Almanaque das Famílias Católicas, Revista Santa Cruz, Vozes de Petrópolis, Luz de Maria, A União, Pequena Semente, Cidade do Salvador, Estandarte Católico e O Mensageiro da Fé, no qual usava o pseudônimo de Juca Fidelis. Em 1910, fundou a revista A Paladina, primeiro órgão do movimento feminista na Bahia, juntamente com as intelectuais Maria Luíza de Souza e Maria Elisa Valente Moniz de Aragão. Em 1912, A Paladina cedeu espaço para A Voz, revista oficial da Liga Católica das Senhoras Baianas, entidade presidida por Amélia Rodrigues e surgida da Associação das Damas de Maria Auxiliadora, que foi fundada por Amélia Rodrigues, em 1907, a partir de seu feminismo cristão.

Amélia Rodrigues

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