Literária

Resistência

Sou descendente dos mais fortes
Não lancem suas redes que tenho asas.
Reinvento-me onde vento!

Sou redivivo! Não me enterrem,
que broto: sou semente de vida!
Sou sangue negro! Não me ponham em navios,
pelourinhos, nem lavouras
que meu gemido, sangue e suor
viram fé e arte em toda parte!

Sou Recôncavo,
Surjo purificação de Santo Amaro!

(Adriano Portela dos Santos)

* Publicado na Revista Gente de Palavra, n. 41, p. 04.

Clique para acessar o Revista-Gente-de-Palavra-41.pdf

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